27 de Julho de 20xx
Recebemos ordens, tínhamos de reconhecer terreno a oeste da região, numa floresta.
Estava a arrumar o meu equipamento quando bateram à porta, era o Silva.
“-Soube que estavam de partida, daí que quero oferecer-te isto, soube que treinaste essa especialidade cá durante estes 2 meses.”
Era uma sniper com o meu nome gravado, mas não iria levar para a missão, a minha especialidade no grupo não era essa. Mas fiquei grato por tal prenda.
As vossas armas também receberam um pequeno upgrade!”
“-Obrigado.” Respondi.
“-É o mínimo que posso fazer pelos que partem. Sabes o que é desta vez?”
“- Não, mas classificaram como nível baixo, não deverá haver problemas.”
“-Bem, de qualquer modo, tem cuidado, os Alurs têm estado mais activos ultimamente...” Ao dizer isto, Silva despediu-se e saiu do quarto. Alurs era o nome dado aos nossos adversários.
Quando cheguei ao pátio notei que havia um ambiente pesado, já não era tão alegre. Era sempre assim quando havia notícia de mais uma missão. Mas o nosso esquadrão encontrava-se num estado normal, como se nada fosse. Sabíamos que alguma vez iríamos partir e tínhamos de ter sempre a moral alta, senão era suicídio. Começou as despedidas, os abraços, as lágrimas, um contraste do que quando chegamos, mas eu simplesmente limitei a dirigir para o camião de transporte de pessoal, não queria despedir-me dos que cá deixava, isso afectava-me.
Durante a viagem o Sandro contou-nos que um avião de reconhecimento tinha desaparecido nessa aérea e ainda não havia notícias do piloto, nós íamos apenas verificar se fora um acidente no motor ou algo pior, a presença do inimigo. O caminho dentro dessa floresta era o mesmo utilizado pelos nossos camiões de transporte de material, daí que tínhamos de “limpar” a floresta caso houvesse problemas.
Durante uma breve paragem para esticar as pernas, aproximei-me do Sandro.
“-Já começas a duvidar da nossa eficácia?” perguntei.
“-Como? Que queres dizer com isso?”
“-Uma simples missão de reconhecimento para o nosso esquadrão?”
“-Perspicaz como sempre... Tens razão ao acusar-me de ter uma certa parte de culpa, fui eu que pedi esta missão, como sabes, não podemos ficar muito tempo parados, mas de qualquer modo esta missão tem a sua quota-parte de perigo que requisita a presença do nosso esquadrão, nunca tivemos problemas com os nossos aviões, se é que estas a perceber.”
Passado mais 5 minutos voltamos aos camiões e continuamos a nossa viagem.
Sem comentários:
Enviar um comentário