6 de Maio de 20xx
Chegamos finalmente à nossa base. Era constituído por um grande muro que protegia os edifícios, no meio do campo, um local calmo e que nunca tinha sido atacado, daí que se notava um ambiente de tranquilidade, mas sempre com aquele ar militar. Gostava deste sítio, não por ser o nosso lar mas sim por ajudar a esquecer a violência da guerra…
Vi ao longe o Sandro a ser recebido com montes de beijos, quando julgava que seria recebido com uma enorme gritaria, mas afinal já era de calcular que não seria assim, afinal após aquele tempo fora e correndo o risco de desaparecer, ela perdoou-lhe, especialmente porque desta vez ele a avisou que iria para mais uma tarefa terrível. Era estes momentos do qual falei… Os nossos homens a serem recebidos pelas suas donzelas ou pelos seus amigos, no meio de gargalhadas, abraços e beijos.
Só fiquei levemente afectado por ver a Cláudia a passar pelas tropas sem ser cumprimentada ou sem esboçar um pequeno sorriso que fosse. Sempre fora assim, calma e reservada, raramente a vi falar com alguém. Nunca perguntei-lhe porquê, afinal era a sua decisão.
Quando voltei a olhar para o Sandro, ele estava a afastar-se da Sofia, ficando ela um pouco aborrecida, e notei que ele dirigir-se ao edifício principal, obviamente indo reportar o sucedido, mas não preocupei-me mais com assunto, estava em casa, e os manda-chuva que preocupassem-se com a situação, agora o meu dever era aproveitar o resto da minha estadia, estava consciente que sem aviso prévio haveria uma nova missão a minha espera.
Passei pela sala de lazer e vi um grupo animado a jogar à mímica, e pelos gestos que faziam, coisa boa não era. Finalmente cheguei ao meu quarto, e após pousar o meu equipamento, dirigi-me para o duche, e lá senti-me noutro mundo, pois havia uma enorme diferença entre chuva gelada com um belo duche quente.
Após o duche resolvi descansar um pouco na cama e ler um livro, sobre a história improvável de 1 cavaleiro salvar a humanidade sacrificando-se para derrotar os inimigos, era uma história comovente sobre lealdade e grandes sacrifícios. Interrompi a minha leitura após ouvir bater à porta, quando abri, vi o Silva, outro grande amigo meu que conheci aqui neste mundo.
Era um rapaz extremamente brilhante, capaz de construir diversas armas e outro tipo de equipamento, ficava fascinado com as minhas histórias, pois ele nunca tinha vivido um momento de acção, sendo a sua vida pacata entre os livros e a trabalhar no laboratório.
Contei-lhe a historia toda, especialmente a parte final da missão, tentando assim receber a opinião de alguém que tinha um vasto conhecimento sobre armamento.
“-Interessante...” respondeu com um ar pensativo “Provavelmente trata-se de uma arma criada recentemente de grande poder, não temos dados sobre isso...”
“-Isso já desconfiava” respondi-lhe com um tom de desilusão…
“-Pensavas que já sabia o que era visto eu receber muitas informações do departamento secreto, ehm?” Disse após uma leve gargalhada.
“-Pois…”
“-Não, não sei nada sobre isso, mas já era de esperar que eles também tivessem alguns truques na manga, pergunto-me é o nível de perigo que isso representa…”
Após segundos de silencio, resolvemos que não iamos avançar no assunto pelo que era melhor encher o estômago, descemos em direcção à cantina onde tinha feito um almoço especial dedicado a nós. E que bela visão era…
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