terça-feira, 28 de julho de 2009

Informação



Ainda não decidi qual o espaço de tempo da publicação dos capítulos, e ainda estou a ponderar alterar a historia a partir deste momento, pelo que pode demorar a ser colocado os novos capitulos.
Quem realmente estiver interessado, vá visitando de vez em quando o blog ou então tente contactar-me.

Capitulo 3 – “Lar, doce lar…”




6 de Maio de 20xx


Chegamos finalmente à nossa base. Era constituído por um grande muro que protegia os edifícios, no meio do campo, um local calmo e que nunca tinha sido atacado, daí que se notava um ambiente de tranquilidade, mas sempre com aquele ar militar. Gostava deste sítio, não por ser o nosso lar mas sim por ajudar a esquecer a violência da guerra…
Vi ao longe o Sandro a ser recebido com montes de beijos, quando julgava que seria recebido com uma enorme gritaria, mas afinal já era de calcular que não seria assim, afinal após aquele tempo fora e correndo o risco de desaparecer, ela perdoou-lhe, especialmente porque desta vez ele a avisou que iria para mais uma tarefa terrível. Era estes momentos do qual falei… Os nossos homens a serem recebidos pelas suas donzelas ou pelos seus amigos, no meio de gargalhadas, abraços e beijos.
Só fiquei levemente afectado por ver a Cláudia a passar pelas tropas sem ser cumprimentada ou sem esboçar um pequeno sorriso que fosse. Sempre fora assim, calma e reservada, raramente a vi falar com alguém. Nunca perguntei-lhe porquê, afinal era a sua decisão.
Quando voltei a olhar para o Sandro, ele estava a afastar-se da Sofia, ficando ela um pouco aborrecida, e notei que ele dirigir-se ao edifício principal, obviamente indo reportar o sucedido, mas não preocupei-me mais com assunto, estava em casa, e os manda-chuva que preocupassem-se com a situação, agora o meu dever era aproveitar o resto da minha estadia, estava consciente que sem aviso prévio haveria uma nova missão a minha espera.
Passei pela sala de lazer e vi um grupo animado a jogar à mímica, e pelos gestos que faziam, coisa boa não era. Finalmente cheguei ao meu quarto, e após pousar o meu equipamento, dirigi-me para o duche, e lá senti-me noutro mundo, pois havia uma enorme diferença entre chuva gelada com um belo duche quente.
Após o duche resolvi descansar um pouco na cama e ler um livro, sobre a história improvável de 1 cavaleiro salvar a humanidade sacrificando-se para derrotar os inimigos, era uma história comovente sobre lealdade e grandes sacrifícios. Interrompi a minha leitura após ouvir bater à porta, quando abri, vi o Silva, outro grande amigo meu que conheci aqui neste mundo.
Era um rapaz extremamente brilhante, capaz de construir diversas armas e outro tipo de equipamento, ficava fascinado com as minhas histórias, pois ele nunca tinha vivido um momento de acção, sendo a sua vida pacata entre os livros e a trabalhar no laboratório.
Contei-lhe a historia toda, especialmente a parte final da missão, tentando assim receber a opinião de alguém que tinha um vasto conhecimento sobre armamento.
“-Interessante...” respondeu com um ar pensativo “Provavelmente trata-se de uma arma criada recentemente de grande poder, não temos dados sobre isso...”
“-Isso já desconfiava” respondi-lhe com um tom de desilusão…
“-Pensavas que já sabia o que era visto eu receber muitas informações do departamento secreto, ehm?” Disse após uma leve gargalhada.
“-Pois…”
“-Não, não sei nada sobre isso, mas já era de esperar que eles também tivessem alguns truques na manga, pergunto-me é o nível de perigo que isso representa…”
Após segundos de silencio, resolvemos que não iamos avançar no assunto pelo que era melhor encher o estômago, descemos em direcção à cantina onde tinha feito um almoço especial dedicado a nós. E que bela visão era…

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Capitulo 2 – Novo rumo…




5 de Maio de 20xx



As minhas ordens eram de proteger o Andrade, um sniper habilidoso do nosso esquadrão, o novato do grupo. Andrade era um jovem que durante o nosso tempo cá dedicou-se exclusivamente a sua sniper, gostava de exibir o seu talento aos outros, especialmente as senhoras, mas sempre fora 1 bom rapaz.

Estávamos em direcção a uma casa cinzenta, feita com pedras e com um típico ar tradicional campestre, Andrade tinha que eliminar soldados que estavam em posições estratégicas capazes de terminar com muitos dos nossos homens, tal como os que estavam a guardar com metralhadoras pesadas e com morteiros, mas não chegamos a essa casa, acabara de explodir perto de nós, e ao longe ouvia-se uma troca de tiros e gritos, começara o ataque demasiado cedo, não tivemos tempo de posicionar-nos. Mas veio-me algo a cabeça após recuperar da explosão, onde estava o Andrade? Procurei-o a minha volta e vi um corpo, temi o pior ao aproximar. Felizmente ainda estava vivo, apenas inconsciente, mas não podia perder tempo a tratar dele, os outros dependiam de mim, por isso deixei-o entre a relva molhada e corria para a casa com a sniper, sei que não poderia fazer muito mas tinha que tentar.

Já dentro da casa aproximei-me da janela de madeira e preparei-me para começar a disparar, a minha primeira tentativa era de um soldado que estava a dispara o morteiro…

Respirei fundo… disparei… falhei…

Segunda tentativa… falhei novamente… Tinha que respirar fundo e concentrar-me …

Terceira tentativa acertei num soldado, mas não era o meu alvo, apenas um soldado que estava lá perto… noutra altura, talvez tivesse achado piada a tal “falhanço certeiro”…

Preparava-me para o quarto tiro quando reparei que estava 1 camião em fuga, que devido a provavelmente a uma bala perdida ou a estrada estar lamacenta perdeu o controlo e bateu contra uma grande pedra, só tendo tempo de ver uma forte luz proveniente desse mesmo camião.

Ao recuperar os sentidos vi que a base tinha desaparecido e que o nosso esquadrão dirigia-se para o local onde estava, chegando primeiro o Sandro.

“-Estás bem? Perguntou.

“-Sim, só perdi a consciência por uns minutos. Que se passou?

“-Não sei, a base deles foi completamente dizimada!”

“-O ANDRADE??? DEIXEI-O FERIDO AO…” Gritei eu ao recordar-me do mesmo mas fui interrompido pelo Sandro.

“-Calma, tropeçamos nele ao vir para cá e já o enviamos no jipe para um posto próximo, não foi nada de grave.” Respondeu com 1 com 1 ar preocupado, não com o colega mas com a explosão.

“Em que é que estas a pensar? -Perguntei-lhe após um breve silêncio, sabendo já a resposta mas queria saber a sua opinião.

“-Num belo banho, um jantar quente e de reconciliar e passar um tempo com a minha miúda” disse, com um leve sorriso nos lábios, tentando evitar dar a sua opinião, pois sabia que era algo grave mas não queria assustar-me. “-Vamos, hora de regressar.”

domingo, 26 de julho de 2009

Capitulo I - Mais um dia...

5 de Maio de 20xx


Maldita chuva… Desde que partimos ainda não abrandou, pergunto-me quanto tempo irá demorar… Bem, ao menos estamos num local quente até acalmar, das outras vezes não tem tivemos tanta sorte. Ainda pergunto-me como é que viemos aqui parar e porquê, e porque raio tínhamos de combater um inimigo desconhecido num ambiente da 2ª guerra mundial, edifícios e armas, mas acho que devia parar com estas questões, já não importa, não tenho saudades da minha vida anterior, aqui não era apenas outro mas sim alguém que fazia a diferença, …
-“Ei, outra vez na lua jovem?”
Era o Sandro, um grande amigo desta e da minha vida anterior, sempre preocupado com a moral dos seus soldados, sabia que ao mínimo erro desaparecíamos, algo que todos temíamos, pois não sabíamos o que acontecia ao desaparecer deste mundo.
-“Eh eh, estava aqui perdido nos meus pensamentos, nada de especial. E então, recebeste alguma ordem?”
-“Não, esta chuva interfere com o sistema de comunicações, mas ali o Nuno não desiste, diz que há-de conseguir estabelecer a comunicação.”
-“E então, tu e a Sofia resolveram os vossos problemas?”
-“Não, ela continua zangada, mas mais um dia ou dois e ela volta ao normal.” Respondeu o Sandro ao afastar-se para verificar se já havia alguma resposta da base.
A Sofia era a namorada do Sandro, conheceram-se aqui neste mundo e ela encontrava-se zangada pela última missão que fizemos, uma missão que podíamos considerar de suicida. Ela não gostava quando ele voluntariamente aceitava essas missões, mas era missões importantes que só nós podíamos cumprir.
Voltei às memórias, mas desta vezes a minha mente encontrava-se na base, já tinha passado 2 meses que estávamos nesta nova missão e as saudades eram um fardo em missões destas. Recordei-me dos berros do Santos aos novos recrutas, apesar de ser horrível para eles, era sempre algo engraçado de ver, mas o que realmente sentia falta era dela, do seu sorriso que tantas vezes animou em dias destes, escuros e chuvosos… Não sei em quantas batalhas estive, não sei quantas vezes arrisquei a minha própria vida, ou quantas vezes corri contra adversários sobre uma chuva de balas, mas contar o que sentia por ela era algo difícil, não tinha a mesma coragem que no campo de batalha, especialmente por que sempre que alguém mencionava o nome “dele” na sua presença ela tentava disfarçar a lágrima mas era inútil, todos sabíamos que era algo que ela dificilmente iria esquecer, especialmente quando tive parte da culpa da sua “morte”.
Fui novamente interrompido, e novamente pelo Sandro…
-Pessoal, boas notícias, estabelecemos contacto e a chuva abrandou, temos as coordenadas do alvo, hora de partir novamente.
Agarramos no nosso equipamento e voltamos a partir, notava-se que havia uma certa dor nos rostos dos homens, sentíamos bem lá no abrigo, mas eu de certo modo estava agradecido por voltar a sentir a chuva cair na minha face, despertou-me dos meus pensamentos, se iríamos enfrentar novamente os adversários era necessário estar a 100% e estar num estado de depressão era demasiado perigoso.
Passou algumas horas até que houve o alerta, tínhamos chegado ao local e em breve iria começar o combate que mudou as nossas vidas.
-Bem pessoal, está na hora, já sabem o que têm a fazer, por isso às vossas posições” Gritou o Sandro ao avistar um posto inimigo…

Antes de mais...



Em 2006 decidi criar esta historia devido a um tópico existente num determinado fórum que propunha a libertar a criatividade dentro de nós e colocar escrito para que outros pudessem ler... Ora, assim foi criada esta historia que é igual a tantas outras e muito inspirada em filmes e series da 2ª guerra mundial, muito básica e curta, nomes e localizações, ou seja lá o que for, alguns podem ser inspirados em algumas pessoas que conheço mas a maioria foi inventada, não vá alguém processar-me! :)
Agora volta a aparecer na forma de "blog", para que esteja novamente disponível para o "mundo" (salvo seja), pelo que quem estiver interessado, actualizarei de tempos a tempos com um novo capitulo e irei alterar o conteúdo do que já foi escrito, tentando melhorar alguns aspectos e dar um novo final (que na altura foi apressado e não ficou como pretendia), por isso, adiante...